sábado, 19 de março de 2011

Desistir(?)


Desistir, sem pensar. Já ouvi muito isto e me pergunto: e desistir pensando? Quem nunca pensou em desistir? Eu penso em desistir direto, desistir de amigos, desistir de certas coisas, de voltar atrás, de ser apenas o que eu era. Às vezes acabamos criticando muito o outro pelas atitudes dele, desde que não sabemos os motivos que levaram aquela pessoa a esse retrocesso, me pego direto questionando as pessoas sobre o quão ela regrediu, mas a verdade é que não se deve julgar ninguém sem passar pela situação que o mesmo passou. Hoje, me vejo sentado em um lugar “desconhecido” com pessoas “desconhecidas” e querendo só uma coisa: voltar atrás, ser o que eu era. Então, se de repente eu desistir de tudo, não me julguem.

Hoje, nem acenos, nem afagos.


sexta-feira, 11 de março de 2011

A triste Partida.




Partir não é bom, mas se faz necessário quando é chegada a hora. Eu particularmente não gosto de partidas. Nunca gostei e acho que não vou chegar a gostar nunca. Com o tempo – o pior – é que nos adaptamos a elas, e é isso que eu não gosto, me adaptar as coisas ruins. Coisas que me machucam, me deixam triste. Mas como não há nada que possa mudar tal situação a solução é seguir. Todos nós temos nossa rota, temos nossos caminhos, por mais que seguir signifique, mudar, perder, também significará crescer, conquistar e ser você mesmo. Enfim, tudo é um ponto de vista, mas nesse caso, às vezes a vista fica com astigmatismo.

Hoje, Acenos.

quinta-feira, 3 de março de 2011

O Receio.


“Eu não tenho ideia porque a gente fica adiando as coisas, mas se eu tivesse que chutar, diria que tem muito a ver com o medo. Medo do fracasso. Medo da dor. Medo da rejeição. Seja lá do que a gente tenha medo, uma coisa é sempre verdade: com o tempo, a dor de não ter tomado uma atitude fica pior do que o medo de agir.”
                                                                        (Grey’s Anatomy)

Hoje, um aceno, e – talvez - um afago.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Por que?



Há momentos em que nós nos jogamos, deixando algo acontecer ou provocando o acontecimento. No intervalo por mais que pensemos no que estamos fazendo, e que amanhã o arrependimento estará conosco, não paramos. Quando é chegado o amanhã e olhamos para ontem, o arrependimento de fato bate na nossa porta e deixamos ele entrar. No momento não tínhamos noção da gravidade, hoje mais sóbrios (não necessariamente de álcool) percebemos a quem vamos agredir e como vamos agredir. Por que às vezes não conseguimos controlar nossa vontade? Por que tem que ser  Vontade x Consciência. Nessa batalha a Consciência nunca conseguiu ganhar comigo :x

E se o arrependimento matasse eu morreria da maneira mais cruel.

Hoje, um aceno, um afago.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

BORDERLINE



Apego e desapego, amor e ódio, cheiro e fedor, chegada e partida, limpo e sujo, começo e fim, rico e pobre, vivo e morto, bem e mal, alegria e tristeza. Por que para tudo – ou quase tudo – existe um antônimo? Por que tem que ter o contrário das coisas boas ou o contrário das coisas ruins? Eu realmente não consigo entender o significado da vida. Ora se ama, ora se odeia, ora está triste, ora está feliz, não consigo entender a razão pela qual o ser humano tem que passar por todos esses sentimentos e situações. Às vezes acho que é para o amadurecimento do mesmo, mas não sei e continuarei sem saber.

Hoje, Acenos e Afagos.


sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O ser humano, dispensável?



É difícil lidar com o ser humano. Um não respeita o outro, não respeita a opinião do outro. A melhor/única coisa que o ser humano sabe fazer é julgar, portanto a convivência torna-se - às vezes - horrível, deprimente até. Mas a questão é que nós precisamos de pessoas ao nosso redor, nós precisamos que alguém nos alegre em momentos ruins. Por isso é tão difícil a vivência com nós mesmos, ao mesmo tempo que queremos manter distância, não podemos, pois precisamos deles por perto, caso contrário, ficaremos louco. Mas a questão é: há o equilíbrio entre o "precisar" e "não precisar"? Não, não há, pois nós somos seres imprevisíveis, cometemos loucuras a todo tempo. Nós somos o ser vivo mais difícil de estudar. Não há quem consiga decifrar o ser humano.

Hoje, contudo, um afago

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

E depois de tudo... o fim.


Não consigo esquecer a 1º vez que nos vimos. Foi tudo tão diferente, Não imaginei que chegaríamos “tão longe”. Na verdade, desde o princípio eu esperei isso, mas não achei que fosse haver reciprocidade. Aquele sorriso, aquele beijo, foi tudo tão viciante, que pareceu morfina entrando em contato com meu sangue. Agora que estou viciado, me vejo obrigado a deixar a morfina sair do meu sangue, me vejo obrigado a deixar esse vício. Eu sei o quão difícil será, mas sei também que não há outra opção. Eu nunca tinha sentido isso antes, essa aflição, angústia de quem ama ou chegou perto de amar. Esse medo – ou melhor – certeza de que vou perder você me assola de um jeito que nunca imaginei. Saber que não importa o que eu faça para mudar tal situação me atormenta. Eu sei que é inevitável, e por isso, pôr um fim definitivo me petrificou* por certo tempo. Hoje sinto como se eu estivesse em uma clínica, onde todos ao meu redor me fazem  esquecer o efeito que essa morfina chamada “amor” me causou.

PS: *Petrificar foi o nome dado a um feitiço em Harry Potter que paralisa por certo tempo os enfeitiçados.


Hoje, mais que nunca um aceno.